SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Ondas gigantes atingem a costa do Oceano Pacífico do continente sul-americano e já causaram a morte de uma pessoa no Chile e duas no Equador, informaram autoridades destes países. O fenômeno, que vem causando ondas de até quatro metros de profundidade, também forçou o fechamento de mais de século portos no Peru.
De convenção com a Marinha chilena, a vítima no país foi um banhista de 30 anos que entrou na praia de Tres Islas, na cidade de Iquique, no litoral setentrião do Chile. O sítio não era considerado adequado para banho devido a um alerta de “marés anormais” até o dia 31.
“Posteriormente realizar manobras de reanimação sem resultados positivos, a pessoa foi declarada morta” ainda na orla da praia, disse em vídeo Camilo Aránguiz, patrão do Meio Meteorológico Marítimo da Marinha em Iquique. Embarcações da Força também sofreram danos.
No Equador, as ondas mataram duas pessoas e destruíram as residências de 38 famílias na região de Manta, no sudoeste do país, de convenção com o governo em Quito. “Tratou-se de um evento extremo que não estava nas previsões normais das ondas”, disse um porta-voz da Resguardo Social equatoriana. As províncias de El Oro, Esmeraldas, Manabí e Santa Elena também foram impactadas.
No Peru, 101 dos 121 portos do país foram fechados, e “praticamente todas as atividades de pesca e lazer no meio marítimo” foram restritas, declarou à prelo sítio o capitão Enrique Varea Loayza, patrão do departamento de Oceanografia da Marinha de Guerra do Peru. Segundo o capitão, essas condições devem “continuar nos próximos dias”.
A previsão é que o fenômeno se estenda até os primeiros dias de janeiro, ainda que em intensidade menos grave.
As marés altas afetaram dezenas de embarcações de pesca artesanal e comércios próximos à costa peruana, além de forçar moradores a fugir de áreas inundadas, uma vez que calçadões e praças, de convenção com imagens divulgadas na mídia sítio e redes sociais.
As mudanças climáticas “originam esse tipo de arrebentação anômala”, explicou à sucursal de notícias AFP Larry Linch, gerente de Resguardo Social da Prefeitura de Callao, onde fica o principal porto do Peru. Os fortes ventos direcionados para a costa provocaram um aumento das marés na região, segundo ele.