LONDRINA, PR (UOL/FOLHAPRESS) – AJ Schnack, 56, respondeu publicamente o posicionamento de Bill Kramer, 60, e Janet Yang, 68, em representação da Academia de Artes e Ciência Cinematográficas, sobre o sequestro e linchamento de Hamdan Ballal, 36, pelo exército israelense.
O cineasta – e votante do Oscar – condenou de forma aberta a atitude da presidente e do CEO da instituição ao negar apoio ao diretor palestino. “É difícil para mim expressar adequadamente a minha decepção e raiva pelo péssimo testamento que foi enviado aos membros da Academia e assinado com vossos nomes. Eu estou chocado e furioso que vocês estão, agora, deixando nós, membros, sabermos que vocês veem o sequestro e espancamento de um premiado recente como algo sobre o qual os membros terão ‘muitos pontos de vista únicos’. Com todo respeito, é uma sugestão verdadeiramente hedionda”, declarou o diretor de “Kurt Cobain: Retrato de uma Ausência”, em e-mail enviado à dupla de dirigentes – e reproduzido em seu próprio perfil no Facebook.
Outros votantes também expressaram seu repúdio ao posicionamento da Academia. “Obrigado, AJ. Escreverei uma carta também”, prometeu Jehane Noujaim (“The Square”), comentando a publicação de Schnack no Facebook. “Todo o departamento de documentários deveria assinar essa carta e torná-la pública. E escrever para eles [Kramer e Yang] também”, endossou Ina Fichman.
Rachel Leah Jones (“Advocate”), por sua vez, relacionou a postura inerte da Academia à reeleição de Donald Trump, 78. “Essa resposta da Academia é errada, mas é também um aviso aos membros, incluindo os preguiçosos e confortáveis predominantemente brancos, sob o regime de Trump. Isso não é sobre ‘pontos de vista únicos’, isso é sobre certo e errado.”