SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, rasgou elogios a Elon Musk nesta quinta-feira (3), mas admitiu, pela primeira vez, que o empresário deverá se afastar em breve de seu papel como conselheiro do governo. A informação sobre a saída do bilionário foi antecipada na véspera pelo site Politico.

 

Após repercussão da reportagem, Trump fez questão de enfatizar que continua satisfeito com Musk e sua atuação no Doge (Departamento de Eficiência Governamental), coordenando cortes de gastos públicos. Segundo o republicano, o o bilionário pode ficar no cargo o “tempo que quiser”.

“Ele vai ficar um certo período [no governo] e depois vai voltar aos seus negócios em tempo integral. Mas ele está fazendo um trabalho fantástico”, disse Trump. “Quero que Elon fique o máximo possível.”

Trump afirmou que o empresário deverá permanecer no cargo por mais “alguns meses” e não cravou uma data definitiva para sua saída. Nos últimos dias, um funcionário da Casa Branca disse à agência de notícias Reuters que os investidores de Musk querem que ele retorne às suas empresas, que seu trabalho com a Doge seria concluído em 130 dias e que ele havia comunicado isso ao presidente diversas vezes.

O presidente ainda empilhou elogios ao empresário, chamando-o de de uma pessoa fantástica, inteligente e patriota. Aliados do republicano, porém, têm cada vez considerado o bilionário um ônus político.

Na última terça, Musk teve uma derrota política em eleição para uma cadeira na Suprema Corte de Wisconsin. Na corrida judicial mais cara da história do país -com doações que chegaram a US$ 100 milhões-, a candidata progressista Susan Crawford foi eleita para integrar o mais alto tribunal do estado.

Ela disputou contra Brad Schimel, que teve o apoio e recebeu mais de US$ 20 milhões de Musk e pessoas ligadas a ele na campanha. A vaga estava aberta depois que a juíza Ann Bradley anunciou aposentadoria.

As declarações sobre Musk ocorreram a bordo do Air Force One, o avião presidencial. Trump também anunciou que o primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, deverá visitar Washington “em um futuro não tão distante”. “Talvez na semana que vem.”