SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A partir desta quarta-feira (2), os viajantes com destino ao Reino Unido terão de solicitar uma Autorização Eletrônica de Viagem (ETA, na sigla em inglês). O documento será obrigatório para turistas mais de 80 países, incluindo o Brasil, que planejam visitar ou fazer conexões aéreas no país.

 

Para emitir a ETA, os interessados precisarão de um passaporte válido, uma fotografia digital recente e um método de pagamento para preencher um formulário através do aplicativo UK ETA, ou pelo site oficial do governo britânico. A taxa de emissão custará 10 libras (cerca de R$ 88,41), valor que aumentará para 16 libras (cerca de R$ 117,51) a partir de 9 de abril. A solicitação deve ser feita até três dias antes do embarque para o Reino Unido.

O documento permitirá que o turista permaneça no Reino Unido por até seis meses, com a opção de entrar e sair do país ao longo de dois anos sem precisar renová-lo. Antes da exigência, a maioria dos viajantes, incluindo os brasileiros, podiam entrar no país portanto apenas um passaporte válido.

Segundo as autoridades britânicas, qualquer pessoa que chegar ao país deverá ter um visto ou um ETA, que será exigido na estação de trem ou no aeroporto de origem do passa. Haverá um período de adequação da medida com uma certa tolerância, que deve durar até setembro ou outubro. Após esse período, os viajantes sem a autorização serão barrados na imigração.

“Se alguém não for cidadão de um país que exija visto, seja britânico ou irlandês, queremos coletar suas informações antes da partida para verificar se ele tem permissão para entrar no Reino Unido”, explica Phil Douglas, diretor-geral da Polícia de Fronteira Britânica, em entrevista à agência de notícias AFP.