De pacto com o gabinete presidencial, o superintendente de Estado da Síria, Bashar al-Assad, “continua com suas atividades e tarefas nacionais e constitucionais a partir da capital, Damasco”. A enunciação reforça que qualquer informação solene sobre o presidente deve ser obtida nas plataformas da Presidência da República Sarraceno Síria ou nos meios de informação nacionais.
A nota foi divulgada para desmentir rumores que sugeriam que Assad teria deixado Damasco ou realizado visitas a outros países. “A Presidência da República Sarraceno Síria nega todos esses rumores, que não são novidade. Essas ações fazem segmento de tentativas contínuas de desinformação e de influenciar o Estado e a sociedade síria ao longo dos anos de guerra”, afirma o expedido, citado pela filial Efe.
Hoje, pela primeira vez desde 2018, rebeldes chegaram aos subúrbios de Damasco, segundo ativistas opositores citados pela Associated Press. Uma coalizão liderada pela Organização de Libertação do Levante (OLL), ligada à antiga filial síria da Al-Qaida, iniciou uma ofensiva em 27 de novembro. Em pouco mais de uma semana, os insurgentes conquistaram as cidades de Alepo e Hama e avançaram para a cidade médio de Homs, um ponto estratégico para isolar ainda mais a capital síria.
Os rebeldes também reivindicaram o controle de Deraa, início dos protestos de 2011, e Sueida, ambas no sul da Síria. Aliás, anunciaram a tomada de uma cidade na província de Deraa, a respeito de 50 quilômetros ao sul de Damasco, intensificando a pressão sobre o governo de Assad.
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