SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – Leonardo se manifestou sobre a inclusão de seu nome na “lista suja” do trabalho servo. O cantor disse que ficou “surpreso e muito triste” por ter seu nome incluído na lista. “Eu já plantei tomate, sei porquê é uma vida difícil. Eu, [pelo meu] coração, não faria isso”, afirmou.

 

“Há um equívoco muito grande sobre a minha pessoa. O Brasil inteiro me conhece, sabe a pessoa que sou, da idoneidade que tenho. […] Eu não me misturo nessa lista que fizeram de trabalho servo. Eu sou totalmente contra esse tipo de coisa. Sempre serei contra isso.”

O músico afirmou que não sabia das condições em que um arrendatário da Quinta Lakanka mantinha seus funcionários. A Quinta Lakanka é anexa à Quinta Talismã. “Surgiu a um funcionário nessa quinta qu arrendei, que não conheço, nunca vi. […] Eu não conheço quem estava naquelas ‘casinhas’, quem os colocou lá.”

Ele defendeu que o caso foi arquivado, e a multa em seu nome, paga. “Foi lavrada uma multa pra mim, que sou proprietário da Quinta, mas não da Quinta Talismã, mas da Quinta Lakanka, que arrendei pra ser plantada a soja. Até aí, a gente respeita o Ministério Públco, mas essa multa foi acertada, inclusive já tá tudo arquivado.”

Leonardo foi incluído na atualização da “lista suja” do trabalho servo nesta segunda-feira (7). O cadastro mantido pelo Ministério do Trabalho e Ofício torna públicos os nomes de pessoas responsabilizadas pelo delito pelo governo federalista, em seguida operações de resgate de trabalhadores.

Em 2023, uma fiscalização encontrou seis pessoas em condições degradantes e outras trabalhando “na mais completa informalidade” na Quinta Lakanka. Ainda que a quinta tenha sido arrendada para um terceiro, segundo a fiscalização, a limpeza e preparação do lugar seriam responsabilidades do esquina. Com base nisso que Leonardo foi identificado porquê empregador.

Paulo Vaz, jurista de Leonardo, reiterou que a responsabilidade era do arrendatário do lugar. “Tratava-se de uma extensão arrendada, que todas essas pessoas tiveram as indenizações pagas e os processos se encontram arquivados”, disse, à Repórter Brasil.

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