Laudos apontam que elefanta Haisa morreu de causas naturais em razão da idade avançada

A Prefeitura de Sorocaba, por meio da Secretaria do Meio Ambiente e Sustentabilidade (Sema), recebeu o resultado da necrópsia da elefanta Haisa, que morreu no dia 18 de dezembro do ano passado, no Parque Zoológico Municipal “Quinzinho de Barros”. Realizados pela Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da Universidade de São Paulo (FMVZ/USP), os laudos apontam a morte natural em função da idade avançada do animal, confirmando as observações da equipe técnica do zoo.

Haisa chegou ao “Quinzinho de Barros” em setembro de 1995, já adulta. Estima-se que ela tinha mais de 60 anos no ano passado, sendo considerado um animal bem idoso, e por isso recebia uma rotina de cuidados especiais. Haisa tinha uma coloração marrom acinzentada e pesava cerca de três toneladas. Recebia uma alimentação balanceada para evitar a obesidade.

Desde maio de 2020, Haisa vinha apresentando dificuldade de locomoção. Depois de uma avaliação clínica e de exames, foi constatado que ela estava com artrose, um processo degenerativo das articulações, que pode acontecer com a idade e provoca desgaste das cartilagens e demais estruturas ali presentes.

Ela vinha sendo medicada com anti-inflamatórios, analgésicos e condroprotetores (complementos que estimulam a nutrição, hidratação e regeneração das cartilagens), e recebia uma atenção especial dos tratadores, que passavam praticamente o dia todo junto com os elefantes.

Além disso, era incentivada pelo tratador do zoo a fazer uma caminhada no recinto e também recebia “enriquecimento ambiental”, que nada mais é do que um “elemento” colocado no recinto do animal, que pode ser uma comida diferente colocada escondida, um cheiro curioso, um brinquedo, uma planta ou um galho, por exemplo. Dessa forma, o animal fica curioso com a novidade, estimulando a se movimentar e a manter seus instintos.

Meio Ambiente – Agência de Notícias