GAZETA DE SOROCABA

Justiça rejeita ação de Damares contra resolução que trata de aborto legal em menores

Gazeta de Sorocaba
Por Redação
Publicado em 16 de Janeiro de 2025 às 17:33

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A Justiça Federalista do Região Federalista rejeitou nesta quinta-feira (16) a ação movida pela senadora Damares Alves (Republicanos-DF) contra a solução do Conanda (Recomendação Pátrio da Gaiato e do Juvenil), que estabelece diretrizes para o monstro permitido em menores de idade no Brasil. A parlamentar afirmou que entrará com recurso contra a decisão.

 

A ação foi extinta sem solução de préstimo, ou seja, o processo foi encerrado sem que o juiz analisasse ou decidisse o teor principal da demanda, e sem calcular quem tem razão no conflito jurídico. Isso porque a Justiça do Região Federalista entendeu que a senadora não possui legitimidade para apresentar a ação, um procuração de segurança.

A juíza federalista substituta Liviane Kelly Soares Vasconcelos diz que o STF (Supremo Tribunal Federalista) já se manifestou contra a possibilidade de parlamentares, individualmente, questionarem atos do Poder Executivo judicialmente, exceto em casos específicos relacionados ao processo legislativo.

Na decisão, a juíza argumenta que Damares Alves não possui relação jurídica direta com o ato administrativo questionado, pois não é membro do Conanda, e, por isso, não tem interesse jurídico para questionar as ações do recomendação.

Ela afirma ainda que o item da Constituição Federalista citado pela senadora porquê base para sua legitimidade refere-se à cultura do Congresso Pátrio para revistar os atos do Poder Executivo, não conferindo aos parlamentares, individualmente, o recta de atuar em pensamento.

“A regalia do Congresso Pátrio de revistar os atos do Poder Executivo não confere ao parlamentar o recta de atuar em pensamento porquê se fosse titular de direitos exclusivos dos membros do Executivo. Assim, a fiscalização, enquanto instrumento de controle, não autoriza a interferência direta do Legislativo nas relações jurídicas próprias do Executivo, sob pena de violação da autonomia dos Poderes e da distribuição constitucional de competências”, escreve a juíza na decisão.

Em nota, a senadora afirmou que já está preparando uma recurso. Ela também declarou que pretende elaborar um PDL (Projeto de Decreto Legislativo) para suspender a solução do Conanda, que, segundo ela, foi aprovada “em totalidade ilegalidade, já que o seu procedimento ocorreu em desacordo com o regimento interno do recomendação”.

“Cabe aos pais e responsáveis enfrentarem a tal solução, para que seus filhos não sejam cooptados por essa agenda da morte implantada pelo governo do PT no Brasil”, disse a senadora, em nota.

O QUE DIZ A RESOLUÇÃO?

O Conanda, vinculado ao MDH (Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania), aprovou em 23 de dezembro um documento sobre o atendimento a crianças e adolescentes vítimas de violência sexual, situação em que a interrupção da gravidez é prevista em lei.

As medidas incluem recomendações de que a identidade da menor permaneça em sigilo e que a transferência para abrigos temporários não deve ser realizada com a intenção de impedir o monstro permitido.

No entanto, todos os representantes do governo Lula que compareceram à reunião votaram contra a solução. A ordem para derrotar o texto partiu da Vivenda Social, pasta do Planalto responsável pela coordenação das ações do governo.

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