(FOLHAPRESS) – O rompimento entre Emicida e seu irmão mais novo, o também músico e empresário Fióti, tem uma disputa por dinheiro nos bastidores. Em um processo que corre na Justiça de São Paulo, o rapper acusa o irmão de desviar R$ 6 milhões da principal empresa dos dois, o Laboratório Fantasma.

 

Após identificar as retiradas, Emicida anulou uma procuração que dava a Fióti poderes de gestão na sociedade, barrando o acesso dele às contas do Laboratório Fantasma.

Fióti, então, entrou na Justiça para ter o acesso restabelecido. Em um processo na 2ª Vara Empresarial e Conflitos de Arbitragem de São Paulo, ele também pede que o irmão seja impedido de retirar dinheiro da empresa ou assinar novos contratos -e que também não possa se apresentar publicamente como único sócio.

O empresário diz que a acusação de desvio não tem fundamento e que as transferências eram retiradas de lucros a que tinha direito -e que elas foram comunicadas a Emicida em um email. A defesa do irmão mais novo ainda apresenta uma mensagem para a presidência da Laboratório Fantasma, comunicando uma distribuição de lucros de R$ 2 milhões, que seria para ambos.

Numa nota divulgada na tarde desta terça-feira (1º), Fióti diz que todas “as movimentações feitas durante sua gestão foram transparentes, registradas e seguindo os procedimentos financeiros adotados pelos gestores”. Segundo ele, a acusação de desvio “é falsa e inverte os fatos” -e Emicida recebeu valores superiores, incluindo distribuição de lucros, o que estaria provado nos próprios documentos do processo.

Os advogados de Emicida relatam que o rapper se surpreendeu, em janeiro deste ano, ao com uma transferência de R$ 1 milhão da empresa para Fióti. Por isso, ele resolveu fazer uma pesquisa -e com isso localizou outras retiradas ao longo de nove meses, que somam os R$ 6 milhões.

Segundo o contrato social da sociedade, Emicida tem 90% de participação na empresa, enquanto Fióti tem 10% das cotas. Uma outra empresa de nome semelhante, mas dedicada à marca de roupas da dupla, é exclusivamente do segundo irmão.

A defesa de Fióti argumenta que, apesar da composição societária formal, as empresas do grupo pretendem criar divisão de lucros meio a meio entre os irmãos.

Emicida se queixa também da prestação de contas de sua carreira artística por um longo período -embora o Laboratório Fantasma represente outros nomes, o rapper diz que 80% do faturamento da empresa vem de seu trabalho musical. Segundo ele, o irmão julga insuficientes o salário que recebia como executivo, de R$ 40 mil, e a participação que tinha na sociedade.

O rompimento dos dois veio a público na sexta (28), quando Emicida anunciou nas redes que Fióti não o representava mais. Mas os atritos entre os irmãos vêm de antes.

No fim do ano passado, os dois chegaram a um acordo para realizar a separação da sociedade, num processo que deveria durar entre três e seis meses. A ideia era inclusive nomear um executivo para dirigir provisoriamente as operações do Laboratório Fantasma.

Até que, em janeiro, segundo Emicida, ele descobriu a primeira transferência de dinheiro. No dia 12/3, o rapper enviou uma mensagem a colaboradores avisando que o irmão estava fora da gestão da empresa No dia seguinte, Fióti convocou uma reunião com todos e contou sua versão sobre o afastamento, criticando a decisão do rapper.

Na última quinta-feira (27), foi a vez de Emicida chamar os colaboradores para explicar as divergências entre os dois e o afastamento de Fióti. No dia seguinte, esses funcionários mandaram mensagens em um canal anônimo que a empresa tem para sugestões. Segundo o relato deles, os irmãos tiveram um desentendimento público nessa ocasião -e Emicida encerrou o encontro, deu as costas e saiu.

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