Neste sábado (6), o multi-instrumentista Derico Sciotti e os músicos que acompanharam Jô Soares ao longo de sua carreira na televisão se reúnem no palco do Blue Note, em São Paulo, para o espetáculo “Derico & Sexteto”. O show presta homenagem ao apresentador, morto em 2022, e revive histórias dos 28 anos em que Derico participou do “Jô Soares Onze e Meia” (SBT) e do “Programa do Jô” (Globo). O repertório inclui músicas do álbum lançado por Jô e o Sexteto em 1999 e será intercalado com relatos dos músicos e interação com o público.

 

Em entrevista divulgada pelo site Splash, Derico relatou sua experiência trabalhando no programa Jô Soares. “Pegamos o projeto que fizemos com ele e falei: ‘vamos fazer uma homenagem ao Jô com esse repertório’”, explicou Derico, em entrevista ao Splash. Além dele, o show conta com Marcinho Eiras, Chico Oliveira, Marcos Romera, Binho Pinto e Marcelo Soares. Da formação original, Rubinho faleceu em 1999 e Bira, em 2019. Durante o espetáculo, cada músico compartilha suas histórias com o apresentador, incluindo como ingressaram no programa, reforçando o clima de memória e proximidade com o público.

Derico destacou a relação de amizade com Jô, que ia além da esfera profissional. “Ele era um amigo. A gente tinha muito respeito profissional… o Jô dava liberdade para nós”, afirmou. Segundo ele, o apresentador era fiel à sua equipe, levando 22 integrantes do SBT para a Globo. “Nós fomos muito felizes nas duas emissoras. Sinto muita falta daquele clima de alegria”, completou.

O músico também criticou a forma como a Globo encerrou o programa em 2016. “O fim foi muito triste… não teve elegância, e o Jô merecia”, disse. Para Derico, o apresentador foi “aposentado de forma compulsória” por falta de novos projetos e apoio da emissora. “As oportunidades já não eram as mesmas. Foi ficando uma coisa sem opção. Ou você faz isso ou tá fora.” A Globo foi procurada pela reportagem, mas não se manifestou até o momento.

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