BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse nesta quarta-feira (4) que as medidas do pacote de contenção de gastos, em pessoal as que mexem com benefícios para as camadas mais pobres da população, estão sendo feitas “com a maior delicadeza”.

 

Ele acrescentou que não quer ser divulgado por punir indevidamente as pessoas ao trinchar benefícios de quem teria recta a recebê-lo.

Lula também voltou a falar na expectativa de incremento da economia neste ano, em torno de 3,5%. E disse que os índices estão fortes, “apesar daqueles que querem trabalhar contra”.

As falas aconteceram durante cerimônia no Palácio do Planalto para a transferência da gestão de hospitais federais do Rio de Janeiro para a prefeitura.

O presidente comentava que empresários relataram para ele a dificuldade de contratar trabalhadores para os seus negócios e afirmou que muitos colocam a culpa por essa situação nos benefícios sociais, que estaria fazendo com que muitas pessoas evitassem procurar trabalho.

Sem reportar nominalmente a medida, Lula fez referência ao chamado “pente-fino” nos benefícios sociais, que faz secção das medidas de golpe de gastos, e disse que isso está sendo feito com seriedade, para evitar retirar o favor de quem tem recta.

“O pessoal costuma jogar a culpa [pela falta de mão-de-obra] no Bolsa Família, porque tem sempre que alguém ser culpado e o culpado é o pobre. O pessoal joga a culpa no Bolsa Família, o pessoal joga a culpa no jubilado do INSS, joga a culpa no BPC, tudo coisas que estamos fazendo [medidas de contenção de gastos] com a maior delicadeza provável”, afirmou o presidente.

“A gente não quer ir para as páginas dos jornais punindo alguém que não pode ser punido. A gente quer fazer o levantamento fidedigno. A gente vai fazer com que todas as pessoas façam levantamento da sua situação real. Aqueles que têm recta vão continuar recebendo, aqueles que estão recebendo de forma ilícita vão parar de receber. Esse é o preço que a gente paga por ser sério”, completou.

Na semana passada, a equipe do ministro Fernando Haddad apresentou o pacote de contenção de gastos, com projeção de economia de R$ 327 bilhões até 2030.

Dentre as medidas previstas estão mudanças nas regras de reajuste do salário mínimo e um aperto nas regras de chegada ao BPC (Favor de Prestação Continuada), concedidos a pessoas com deficiência e idosos com mais de 65 anos de baixa renda.

Outra medida do pacote de golpe de gastos do governo federalista prevê a mudança no protótipo de reajuste anual do Fundo Constitucional do Região Federalista. Esse fundo é provido pela União para custear despesas de pessoal do Região Federalista, principalmente com as áreas de segurança pública, saúde e instrução.

Sobre o matéria, Lula rebateu críticas do governador Ibaneis Rocha (MDB), argumentando que uma unidade da federação não pode receber mais que as outras

“O governador de Brasília ficou irritado porque na novidade coisa que a gente quer fazer do quantia, a gente tirou o IPCA [na verdade, ele substituiu o aumento da receita corrente líquida pelo IPCA]. Porque não era provável ele receber mais que os outros estados. Aliás, já é o estado que recebe mais se comparado a qualquer outro”, afirmou o presidente.

JUROS

Lula não comentou o resultado do PIB (Resultado Interno Bruto) no terceiro trimestre do ano, que cresceu 0,9%. Por outro lado, exaltou o incremento anual da economia no ano pretérito e a perspectiva para levante ano, em torno 3,5%.

“O PIB de 2023 não foi 2,9%, foi 3,2%. O PIB de 2024 não será 1,5%, porquê o mercado previa. Vai ser 3,5%. E a gente vai fazer um esforço muito grande para continuar fazendo as coisas acontecerem nesse país independentemente daqueles que querem trabalhar contra”, afirmou.