O presidente do Banco Mediano, Roberto Campos Neto, disse que “deu um exemplo de transição suave” durante o processo de mudança do comando da autonomia para Gabriel Galípolo, indicado pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva. O procuração de Campos Neto termina no próximo dia 31, e Galípolo assumirá definitivamente o função em 1º de janeiro, na primeira passagem de haste em seguida a aprovação da autonomia operacional.
“A gente sabia que essa autonomia é muito testada, é a primeira mudança de governo dentro de uma autonomia, logo isso é super importante”, afirmou Campos Neto, em uma live de despedida no meio do BC, na tarde desta sexta-feira. “A gente teve muito sonido nessa transição, mas eu acho que a minha secção para contribuir com esse processo é fazer uma transição suave, e a gente está dando o exemplo de uma transição que é muito suave.”
Na quinta-feira, durante uma entrevista coletiva, Campos Neto e Galípolo relataram que, nos últimos meses, o papel do horizonte presidente do BC nas decisões da autonomia tem desenvolvido. Galípolo é hoje diretor de Política Monetária, mas já teve um peso maior na última decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), por exemplo.
Campos Neto relembrou que gostaria de ter ratificado a “autonomia totalidade” do BC, que inclui, além da independência operacional, a financeira, orçamentária e administrativa. Sem essas dimensões, a própria autonomia operacional pode permanecer em xeque, porque pode ter constrangimentos pela via financeira, ele disse.
“Eu acho que, para ter uma blindagem melhor do ciclo político, precisa ter autonomia financeira e administrativa. Logo, acho que a gente caminhou muito no sentido da blindagem, mas a gente precisa continuar um pouco mais. Lembrando que a blindagem vem também com experiência e com tempo e com os enfrentamentos que são naturais”, afirmou o presidente do BC.