No domingo, 5 de janeiro, a atriz Fernanda Torres entrou para a história ao se tornar a primeira brasileira a lucrar o Mundo de Ouro de ‘Melhor Atriz’. Ela foi premiada por sua versão de Eunice Paiva no filme Ainda Estou Cá, dirigido por Walter Salles.

 

No entanto, a trajetória de Fernanda no filme não foi planejada desde o início. Originalmente, a atriz Mariana Lima havia sido escolhida para o papel principal, mas precisou recusar devido a questões pessoais e de saúde. Em entrevista ao jornal O Mundo, Mariana revelou que passava por um momento quebradiço em sua vida, enfrentando um divórcio complicado de Enrique Diaz, com quem foi casada por 25 anos.

“Cheguei a ver fotos e a estudar um pouco o papel. Mas estava em um processo pessoal muito difícil, e Walter achou que eu não conseguiria mourejar com a fardo do trabalho. E ele estava perceptível, eu realmente não ia conseguir”, confessou Mariana ao jornal.

A atriz também admitiu que, até o momento da entrevista, ainda não havia visto ao filme para evitar sentimentos de compunção, mas elogiou o trabalho de Walter Salles e Fernanda Torres. “Ainda não consegui [assistir]. Sei que vai tocar em um lugar de compunção… Mas eu vou ver. Fico muito feliz com o sucesso do filme e com tudo o que está acontecendo, mas sinto que não era para ser meu. Senhoril o Waltinho, e ele me disse: ‘Vamos fazer um filme juntos, fica tranquila’. Apesar disso, na idade, doeu bastante”, desabafou.

O filme Ainda Estou Cá retrata o Brasil durante a ditadura militar na dez de 1970, abordando temas porquê resistência e direitos humanos. A versão de Fernanda Torres foi amplamente aclamada pela sátira, consolidando seu nome no cenário internacional e destacando o cinema brasílio no Mundo de Ouro.

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