De acordo com o levantamento divulgado pelo Laboratório de Ciências Sociais Aplicadas da Universidade de Sorocaba (Uniso), o custo médio dos itens essenciais apresentou alívio para as famílias locais. A oscilação acompanha o comportamento da inflação oficial monitorada na região.
Segundo o Boletim da Cesta Básica Sorocabana de agosto de 2026, coordenado pelo professor Marcos Antonio Canhada e pelo laboratório da Uniso, o valor médio da cesta básica fechou o período cotado em R$ 1.207,71. O montante representa uma economia de R$ 4,26 para o consumidor em relação ao mês anterior (julho), quando o índice estava em R$ 1.211,97. Apesar da retração mensal de 0,35%, o acumulado nos últimos doze meses — comparado a agosto de 2025 — registra alta de 5,74%, exigindo atenção no planejamento financeiro e nas buscas por vagas de emprego Sorocaba para equilibrar o orçamento familiar.
A pesquisa de campo é conduzida mensalmente na Cidade Universitária da Uniso, situada na Rodovia Raposo Tavares, em Sorocaba. O recuo de 0,35% registrado em agosto acompanhou a prévia da inflação oficial (IPCA-15), que apresentou desaceleração de 0,40% no período. Entre os 34 itens monitorados, 18 apresentaram alta e 15 registraram queda. Os produtos de higiene e limpeza lideraram as pressões de custo devido ao encarecimento de insumos e embalagens, com destaque para o creme dental (alta de 7,82%) e o detergente (alta de 4,85%). Em contrapartida, hortifrutis e alimentos in natura ajudaram a conter os gastos: o extrato de tomate despencou 15,81% e a cebola recuou 10,02%, reflexo direto da melhora na safra e nas condições de colheita.
A estabilização dos preços após o pico registrado no mês de maio traz fôlego temporário para o consumidor da região. Como alternativa para driblar a flutuação de preços em itens essenciais — cenário frequentemente debatido em análises sobre o custo de vida e o trânsito em Sorocaba —, o relatório aponta substitutos viáveis para o planejamento doméstico. É o caso da troca da carne de primeira por carne suína (preço médio de R$ 20,60/kg) e da substituição da batata (R$ 5,92/kg) por mandioca (R$ 4,18/kg). O monitoramento completo serve de base para acompanhar o comportamento da economia local nas próximas semanas.










