GAZETA DE SOROCABA

Estudo sugere avaliar risco de AVC com exame da retina por meio de IA

Gazeta de Sorocaba
Por Redação
Publicado em 10 de Fevereiro de 2025 às 19:33

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Um novo estudo investiga a associação entre a quantidade e as características dos vasos sanguíneos na retina e o risco de desenvolver um AVC (acidente vascular cerebral). A proposta é que o revista da retina com perceptibilidade sintético ofereça um complemento a exames tradicionais porquê os de colesterol e glicemia.

 

Marcelo Franken, diretor da Socesp (Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo) e gerente médico do Hospital Israelita Albert Einstein, explica que “a retina é um dos lugares mais acessíveis para observar vasos sanguíneos com exames clínicos, ainda que seja necessário o uso de equipamentos específicos, porquê lentes e fontes de luz”.

O estudo foi publicado em novembro na revista científica Heart. Com o auxílio de perceptibilidade sintético, os pesquisadores analisaram imagens da retina e identificaram parâmetros que podem indicar maior risco de AVC. Vasos sanguíneos de estrutura mais simples, com menos ramificações, por exemplo, podem indicar problemas na circulação e maior chance de hipóxia (falta de oxigênio), condições ligadas ao AVC.
Durante um seguimento médio de 12,5 anos, foram registrados 749 casos de AVC entre 45.161 participantes.

O estudo identifica 29 parâmetros significativamente associados ao risco de acidente vascular cerebral, porquê a quantidade de vasos (densidade), o calibre (se são mais largos ou estreitos), a tortuosidade (se são mais retos ou sinuosos) e a distribuição (porquê estão espalhados pela retina).

A estudo da retina é uma técnica não invasiva, rápida e alcançável, podendo ser integrada aos check-ups oftalmológicos de rotina.

Já o uso de perceptibilidade sintético aumenta a precisão na avaliação do risco de AVC, tornando o revista mais eficiente, diz o estudo. A combinação dessas informações com as de idade e sexo apresentou resultados tão bons quanto os métodos tradicionais que analisam colesterol e pressão arterial, afirmam os pesquisadores.

O neurocirurgião Hugo Sterman, técnico em AVC da Rede D’Or, diz que os vasos da retina têm características semelhantes aos vasos do cérebro, mormente em relação a mudanças provocadas por fatores de risco clássicos para derrames, porquê pressão subida, diabetes, colesterol proeminente e tabagismo. Por isso, observar alterações nesses vasos pode ajudar a estimar o estado de saúde dos vasos cerebrais.

“É provável que, no horizonte, com auxílio de perceptibilidade sintético, esse método possa ter um dispêndio vantajoso e de reles risco”, afirma Sterman.

O cardiologista Marcelo Franken afirma que a retina já é analisada rotineiramente em pacientes com hipertensão e diabetes, pois mudanças visíveis nos vasos indicam problemas de saúde mal controlados. A novidade do estudo, ele avalia, está no uso da perceptibilidade sintético para identificar alterações que não são perceptíveis ao olho humano.

Ele ressalta que exames porquê o de colesterol e a avaliação de calcificação coronária também são utilizados desde a juventude, embora exijam recursos laboratoriais e procedimentos mais invasivos. “Não é uma invenção revolucionária, mas é uma utensílio suplementar interessante para estimar o risco de doenças vasculares”, afirma.

A estudo dos vasos da retina tem potencial para ser incorporada futuramente na avaliação de rotina, permitindo um melhor controle de fatores de risco e ajustes mais precisos nas medicações, aprimorando o seguimento dos pacientes, citam os especialistas.

Embora promissor, o estudo precisa ser validado em populações mais diversas. A pesquisa utilizou dados do UK Biobank, com predominância de participantes brancos.

De convenção com Marcelo Franken, diferenças genéticas e biológicas podem influenciar tanto o risco de doenças quanto a resposta a tratamentos. “Algumas etnias têm mais propensão a desenvolver doenças porquê diabetes ou hipertensão, enquanto outras podem responder de forma distinta a medicamentos.”

O médico acrescenta que a flutuação étnica do Brasil torna pesquisas realizadas no país mais representativas para diferentes populações. “O estudo traz novas possibilidades, mas ainda não podemos generalizar os achados sem mais evidências.”

O levantamento foi orientado por pesquisadores do Centre for Eye Research Australia, Universidade de Melbourne, Harvard Medical School, Beijing Tongren Hospital e Hong Kong Polytechnic University.

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